Após um silêncio que se estendeu por mais de cinco anos, a franquia de jogos de luta Dead or Alive finalmente dá sinais de vida. A Tecmo Koei anunciou não apenas uma versão definitiva do último título, mas também confirmou que um novo capítulo da série já está em desenvolvimento. Para os fãs que aguardavam ansiosamente por novidades, parece que a espera valeu a pena.

Dead or Alive vai retornar após mais de 5 anos sem novidades

Dead or Alive 6 Last Round: A Versão Definitiva

O primeiro passo desse retorno será o lançamento do Dead or Alive 6 Last Round, marcado para 25 de junho. Esta não é apenas uma simples republicação. A Tecmo Koei promete uma experiência completa, reunindo todos os conteúdos adicionais (DLCs) já lançados para o jogo original, que saiu em 2019. Mas vai além.

Novas roupas para personagens icônicas como Kasumi e Marie Rose estão inclusas, e o jogo receberá adaptações técnicas para rodar otimizado nos hardwares modernos, como PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Um detalhe interessante é a adição de um Modo Foto inédito, funcionalidade que os jogadores adoram em títulos de luta para capturar momentos épicos.

E pensando em atrair novos jogadores, a empresa também vai disponibilizar uma versão Free to Play reduzida. Ela dará acesso a um elenco limitado de quatro lutadoras (Kasumi, NiCO, Marie Rose e Honoka) e a recursos restritos dos modos DOA Quest e DOA Central. É uma jogada inteligente para reaquecer a base de jogadores online, não acha?

O Futuro da Franquia e o Novo Capítulo

Aqui é onde as coisas ficam realmente empolgantes. A Tecmo Koei não se limitou a anunciar um relançamento. Em um movimento que aqueceu o coração dos fãs, a empresa soltou um teaser confirmando que um novo capítulo da série Dead or Alive está em produção.

O vídeo promocional, ainda curto e misterioso, foi suficiente para fazer algumas confirmações importantes. Primeiro, que a nova entrada vai preservar os elementos que consagraram a franquia. E sim, isso inclui o visual e o carisma das lutadoras, um dos pilares da identidade da série. Em segundo lugar, o teaser já confirma a presença de dois pesos-pesados do elenco: Kasumi e Ryu Hayabusa.

No entanto, a desenvolvedora foi cautelosa. Não há detalhes sobre gameplay, elenco completo, mecânicas novas ou, o mais importante, uma janela de lançamento. Tudo o que sabemos é que o projeto existe e está sendo trabalhado. Após tanto tempo, esse anúncio por si só já é um grande alívio.

Este renascimento acontece em um ano simbólico: 2026 marca o 30º aniversário da franquia. Criada pelo lendário Tomonobu Itagaki, Dead or Alive nasceu nos arcades e já vendeu mais de 10 milhões de unidades ao longo de sua história, gerando até spin-offs como a polêmica série Xtreme. Com Itagaki fora da empresa há anos, os últimos capítulos ficaram a cargo de Yohei Shimbori, que manteve a série relevante no competitivo gênero de luta.

E aí, o que você acha? O anúncio do Dead or Alive 6 Last Round e de um novo jogo é suficiente para reacender sua paixão pela série? Para quem está interessado na versão definitiva, ela já está em pré-venda por preços a partir de R$ 199. Enquanto aguardamos mais notícias sobre o próximo capítulo, pelo menos sabemos que as lutas de Dead or Alive estão longe de acabar.

Fonte: PlayStation Blog

Mas vamos além do anúncio em si. O que esse retorno significa para o cenário competitivo de jogos de luta, que está mais aquecido do que nunca? Com Street Fighter 6 e Tekken 8 dominando as conversas, e franquias como Guilty Gear e King of Fighters sempre presentes, há espaço para o estilo único de Dead or Alive? Em minha opinião, há. A série sempre se diferenciou pelo seu sistema de contra-ataques (holds) e pela ênfase nos cenários interativos, onde cada parede, cada borda de penhasco, vira parte da estratégia. É um ritmo diferente, quase uma dança perigosa.

E falando em cenários, lembra daquele estágio no jardim zoológico, onde você podia jogar o oponente na cerca dos leões? Ou da luta no helicóptero em movimento? Esses momentos cinematográficos e cheios de personalidade são uma assinatura da série. Será que o novo jogo vai inovar nesse aspecto ou vai buscar uma abordagem mais "segura"? A Tecmo Koei tem um desafio interessante nas mãos: modernizar a fórmula sem perder a alma que cativou os fãs.

O Legado e a Evolução do Gameplay

Para entender para onde a série pode ir, é bom olhar para trás. O Dead or Alive 5, lançado em 2012, foi um marco. Introduziu o Power Blow, um golpe super carregado que ativava câmeras lentas dramáticas, e o sistema de Critical Burst, que quebrava a guarda do oponente. Já o DOA6 tentou ser mais acessível com o Fatal Rush, uma sequência automática de ataques para novatos, e o Break Gauge, que adicionou uma camada de gerenciamento de recurso. Nem todas as mudanças foram celebradas pela comunidade hardcore, que às vezes via nelas uma simplificação excessiva.

O que esperar, então, do sétimo capítulo? Acredito que a chave está no equilíbrio. A série precisa continuar sendo acolhedora para quem quer apenas se divertir com os visuais e a ação, mas também deve aprofundar suas mecânicas para reter os jogadores sérios que sustentam a cena competitiva online. Talvez uma revisão do sistema de contra-ataques, que sempre foi a espinha dorsal do jogo, mas que pode parecer intimidador. Ou a introdução de um novo recurso defensivo que dê mais opções contra a pressão ofensiva.

E os personagens? O elenco do DOA é peculiar. Temos desde ninjas clássicos como Hayabusa e Kasumi até figuras mais modernas e científicas como a NiCO, que usa ataques eletromagnéticos. Há espaço para novos rostos, é claro, mas a sensação que tenho é que a comunidade está ansiosa para ver os veteranos com movelistas renovados e talvez até novas interpretações de suas histórias. A narrativa nunca foi o ponto forte da franquia, mas um pouco mais de coesão não faria mal a ninguém.

O Mercado e a Sombra da Série Xtreme

Não dá para falar de Dead or Alive sem tocar no elefante na sala: a imagem da série. Por anos, ela foi sinônimo de um certo tipo de fanservice exagerado, impulsionado em grande parte pelos spin-offs Xtreme Beach Volleyball. Isso, sem dúvida, afastou uma parcela do público e criou um estigma. O DOA6 tentou, de forma um pouco desajeitada, se distanciar disso, com os produtores chegando a dizer que iriam "reduzir" o fanservice. A reação foi mista, com alguns fãs reclamando que a série estava perdendo sua identidade.

Então, qual é o caminho? Acho que a resposta não está em eliminar completamente um aspecto que, vamos ser honestos, é parte do DNA do jogo para muitos, mas em tratá-lo com mais maturidade e integração. Em vez de roupas e poses gratuitas, que tal um sistema de customização de personagens realmente robusto e que faça sentido dentro do universo? Ou focar no carisma e personalidade única de cada lutadora, dando a elas mais profundidade além da aparência? É um terreno delicado para a desenvolvedora navegar, especialmente em 2026.

Do ponto de vista de negócios, a estratégia da Tecmo Koei parece clara. O Last Round serve para reativar a base, gerar receita e testar as águas nos novos consoles. A versão free-to-play é um ímã para jogadores casuais. Tudo isso alimenta os dados e o hype para o lançamento do novo título. Se funcionar, poderemos ver um renascimento completo. Se não... bem, pode ser a última chance. A concorrência não espera.

Enquanto isso, os fãs ficam naquele limbo gostoso de especulação. Quem mais vai voltar? Lei Fang, a mestre do Bājíquán? O brutal Bass Armstrong? Será que veremos crossovers, como já aconteceu com personagens da Virtua Fighter no passado? E o online? A netcode do DOA6 não era das melhores – uma melhoria significativa aqui é quase tão importante quanto um novo personagem para quem leva o jogo a sério.

O teaser, por mais vago que seja, acendeu uma chama. Após anos de abandono, saber que a série não está morta é um alívio enorme. Resta saber se a Tecmo Koei conseguirá capturar a magia dos títulos clássicos enquanto empurra a franquia para o futuro. O primeiro vislumbre real de gameplay, quando vier, vai dizer muito. Até lá, a espera continua, mas agora, pelo menos, com um horizonte no fim do túnel.

Com informações do: Adrenaline