O aguardado Nioh 3 chegou, e com ele, a Team NINJA trouxe uma nova camada de complexidade para sua já desafiadora série de RPGs de ação. Se você está prestes a embarcar nessa jornada, saiba que o jogo exige mais do que apenas reflexos rápidos. É preciso entender seus sistemas interconectados, desde a divisão radical entre estilos de luta até o gerenciamento meticuloso de recursos como o Ki. Mas não se assuste. Com uma abordagem certa, mesmo novatos podem encontrar seu ritmo e desfrutar do que muitos consideram um dos combates mais profundos do gênero.

Team NINJA

Escolhendo Seu Caminho: Samurai ou Ninja?

Uma das primeiras e mais impactantes decisões em Nioh 3 é a escolha entre o Estilo Samurai e o Estilo Ninja. Não se trata apenas de estética; são arsenais e filosofias de combate completamente diferentes. O Samurai oferece armas clássicas e poderosas, como a Espada, o Odachi e o Machado, focando em posturas e golpes pesados. Já o Ninja é pura agilidade, com armas como as Garras, a Kusarigama e as Machadinhas Duplas, privilegiando velocidade e movimentos evasivos.

E aqui vai um conselho de quem já tropeçou em vários jogos do tipo: não fique preso à primeira arma que pegar. O Dojo, acessível pelo menu do Santuário na opção Pergaminho de Batalha - Campo de Treino, é seu melhor amigo. É um espaço seguro para experimentar cada arma, sentir seu ritmo e descobrir qual realmente "clica" com o seu jeito de jogar. Você pode se surpreender ao redescobrir uma arma que ignorou em Nioh 2.

5 dicas essenciais para se dar bem em Nioh 3

Dominando os Fundamentos: Bloqueio, Ki e Equipamento

Vamos falar sobre três pilares que vão determinar seu sucesso ou fracasso nos primeiros dez minutos de jogo. Primeiro, abrace o bloqueio. Sério. Em um gênero onde a esquiva é rainha, pode ser tentador ignorá-lo, mas em Nioh 3 o bloqueio é uma defesa incrivelmente robusta. Use-o para estudar os padrões de ataque dos inimigos. Só depois de entendê-los, parta para esquivas mais arriscadas.

Segundo, o Pulso de Ki. Essa mecânica é a alma do combate. Após uma sequência de ataques, pressione R1/RB no momento certo para recuperar parte do Ki (vigor) gasto. Partículas de luz ao redor do personagem indicam o timing para um Pulso de Ki Perfeito, que restaura ainda mais. No começo, não se cobre pela perfeição. Foque em incorporar o gesto à sua rotina. A fluidez vem com a prática.

Terceiro, o gerenciamento de equipamento. A tentação é equipar sempre o item com o número de defesa ou ataque mais alto, certo? Em parte, sim. Mas fique de olho na Taxa de Carga. Ela determina sua Agilidade:

  • Agilidade A (abaixo de 30% de carga): Mobilidade máxima, recuperação de Ki mais rápida.

  • Agilidade B (entre 30% e 70%): O ponto ideal para a maioria, equilíbrio entre defesa e mobilidade.

  • Agilidade C (acima de 70%): Recuperação de Ki lenta, esquivas pesadas. Evite.

  • Sobrecarregado: Simplesmente não faça isso.

Para a primeira campanha, minha sugestão é não se perder em builds complexas. Equipe o que tem o nível mais alto e mantenha sua Agilidade em B. É uma receita simples que funciona.

5 dicas essenciais para se dar bem em Nioh 3

Progressão Inicial e a Arte da Exploração

Nioh 3 não joga você no fogo logo de cara. Ele é metódico, quase pedagógico. O Estilo Samurai começa apenas com a postura Média disponível, o que pode fazer os primeiros inimigos parecerem um obstáculo maior do que realmente são. A solução? Gaste seus primeiros pontos de habilidade para desbloquear as posturas Alta e Baixa o quanto antes. Isso libera todo o potencial ofensivo e defensivo do estilo.

Outra habilidade crucial que deve ser priorizada é o Parry (aparar). Dominá-la não só cria aberturas preciosas contra inimigos agressivos, como também preenche a barra de Proficiência, aumentando o dano de seus golpes especiais. É um daqueles investimentos que pagam dividendos durante o jogo todo.

E os novos cenários de mundo aberto? Eles são tentadores, cheios de Pontos de Habilidade, missões secundárias e segredos. A exploração é recompensada, mas há um risco: se você se dedicar a limpar cada canto do mapa antes de avançar na história principal, pode acabar excessivamente poderoso, tirando o desafio da narrativa. Minha experiência me ensinou a progredir de forma orgânica. Explore o que chamar sua atenção no momento, mas não sinta que precisa fazer tudo de uma vez.

Lembre-se, a filosofia da Team NINJA muitas vezes trata a primeira campanha como um tutorial extenso e generoso. O desafio mais intenso e a exploração minuciosa de sistemas avançados realmente começam nas dificuldades mais altas, desbloqueadas após a conclusão inicial. Então, respire fundo, aceite que vai morrer algumas vezes (ou muitas), e concentre-se em aprender. A maestria vem depois.

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Fonte: WCCFtech

O Poder dos Yokai e a Gestão de Recursos

Se você achou que dominar o Ki e as posturas era tudo, prepare-se. Nioh 3 introduz uma camada ainda mais profunda com o sistema de Espíritos Guardiões Yokai. Esses companheiros sobrenaturais não são apenas para show; eles concedem Bênçãos passivas que podem alterar completamente sua abordagem. Alguns aumentam o dano contra inimigos em certas condições, outros melhoram a recuperação de Ki após um Pulso Perfeito. A escolha aqui é tão pessoal quanto a arma.

Mas atenção: esses espíritos consomem Anima, um recurso que você acumula ao causar dano. É um sistema de gestão duplo. Você quer usar a habilidade especial do seu Yokai para virar uma batalha complicada, ou está guardando Anima para invocar um Espírito Fantasma aliado em um chefe? Não há resposta certa, apenas a que se adapta ao seu momento. Eu, particularmente, gosto de manter um espírito com uma bênção de recuperação de Ki para situações prolongadas, e trocar para um focado em dano puro quando encontro um obstáculo realmente teimoso.

Não Subestime os Itens de Consumo e os Forjas

É tentador guardar todos os seus Elixires, Bombas e Munição especial "para quando realmente precisar". Sabe quando isso acontece? Nunca. Você acaba terminando o jogo com um inventário abarrotado de itens que poderiam ter facilitado sua vida. Use-os! Os elixires, especialmente, são relativamente comuns de se encontrar ou fabricar. Não espere estar com um fio de vida para tomar um.

E falando em fabricar, visite o Ferreiro com frequência. Não apenas para melhorar armas, mas para Desmontar equipamento lixo. Esse processo rende materiais de forja e, o mais importante, Proficiência de Arma para a categoria do item desmontado. É uma forma passiva de aumentar seu domínio sobre um tipo de arma enquanto limpa a bagagem. Além disso, a opção de Reformar uma arma permite rerrolar um de seus atributos aleatórios. Encontrou uma espada com dano de fogo, mas seu build é todo voltado para veneno? Dê uma chance à reforma.

Ah, e aquele equipamento de nível baixo, mas com uma habilidade perfeita para seu estilo? Você pode Herdar essa habilidade e transferi-la para um equipamento de nível mais alto na forja. É assim que se começa a criar uma build coesa, mesmo no meio da campanha.

A Mentalidade Correta: Aprendendo com Cada Morte

Vamos ser francos: você vai morrer. Muito. Um inimigo comum em um corredor apertado pode ser tão letal quanto um chefe se você subestimá-lo. A chave, e isso é o que separa a frustração da progressão, é transformar cada morte em uma lição. Em vez de apertar o botão para retomar com raiva, pause por um segundo. Pergunte-se: "O que me matou?"

  • Foi um ataque que eu não bloqueei?

  • Meu Ki acabou no meio de um combo?

  • Eu estava com Agilidade C e não consegui escapar?

  • Ignorei um arqueiro no fundo da sala?

Nioh 3 raramente é injusto. Mortes quase sempre expõem uma falha na execução ou no planejamento. Aquele Oni que te esmagou três vezes seguidas? Na quarta, você já sabe o timing do golpe dele e consegue aplicar um Parry. A sensação é incrível. A curva de aprendizado é íngreme, mas cada degrau conquistado é palpável. Você literalmente sente que está melhorando.

E não tenha medo de pedir ajuda. O sistema de Gravuras de Visitantes permite que você veja os fantasmas de outros jogadores e aprenda com suas ações (ou seus erros). Às vezes, apenas observar como alguém lida com um grupo de inimigos pode revelar uma estratégia que você não havia considerado. A comunidade é parte integrante da experiência.

Além da Campanha: Preparando-se para o Endgame

Conforme você avança, o jogo começa a soltar pistas sobre o que vem depois. Itens com Graça (conjuntos de bônus), missões com modificadores especiais como "inimigos infligem veneno" e a escalada de nível de +1, +2 e além nas armas. Tudo isso é um preparativo para o Ciclo do Sonho e os Submundos Abissais que se seguem à história principal.

Minha sugestão? Durante a primeira jogatina, não se preocupe em farmar o equipamento perfeito com a Graça certa. Mas guarde itens que tenham bônus de conjunto interessantes, mesmo que estejam com nível baixo. A mecânica de Penhorar na forja permite que você aumente o nível de um item favorito ao custo de outros, preservando suas habilidades especiais. Aquela armadura com uma Graça que reduz o custo de Ki das habilidades do Ninja pode ser a base de uma build poderosa mais tarde.

E sobre as Missões de Ajuda (co-op)? Elas são uma ferramenta fantástica. Ajudar outros jogadores não só rende recursos generosos, como também permite que você pratique áreas e chefes em um ambiente um pouco menos punitivo, já que a atenção dos inimigos é dividida. É uma ótima maneira de dominar mecânicas sem a pressão de perder seus Amrita sozinho.

No fim das contas, Nioh 3 é um jogo sobre camadas. Você primeiro aprende a sobreviver, depois a lutar, depois a otimizar e, por fim, a dominar. Cada nova dificuldade desbloqueada revela mais do seu ecossistema. Armas que pareciam fracas ganham novas habilidades, conjuntos de equipamentos sinergizam de formas inesperadas, e aqueles chefes que você derrotou por um triz na primeira vez agora exigem uma dança perfeita de ataques, pulso de Ki e habilidades yokai. A jornada é longa, mas cada vitória, por menor que seja, é conquistada com suor e inteligência. E é justamente isso que a torna tão gratificante.

Com informações do: Adrenaline