A NVIDIA continua expandindo seu catálogo de streaming com sete novos títulos esta semana, incluindo o aguardado Gears of War: Reloaded. O serviço, que já conta com mais de 2.100 jogos disponíveis, reforça sua posição no competitivo mercado de cloud gaming com adições estratégicas e opções acessíveis para diferentes tipos de jogadores.
Os destaques da semana no GeForce Now
O grande lançamento desta semana é, sem dúvida, Gears of War: Reloaded, disponível tanto na Steam quanto na Xbox Store, além de estar incluído no PC Game Pass. O relançamento do clássico da Microsoft chega ao serviço de streaming no mesmo dia do seu lançamento oficial, demonstrando a agilidade da NVIDIA em incorporar títulos recentes.
Outro título que chama atenção é Make Way, que está gratuitamente na Epic Games Store até 4 de setembro. Quem resgatar o jogo durante este período poderá acessá-lo permanentemente através do GeForce Now - uma combinação interessante de gratuitidade com a conveniência do streaming.
Os demais jogos adicionados incluem Chip 'n Clawz vs. The Brainioids, Among Us 3D, Gatekeeper, Knightica e No Sleep for Kaname Date – From AI: THE SOMNIUM FILES, todos disponíveis através da Steam.
Como funciona o GeForce Now no Brasil
No Brasil, o serviço é operado pela ABYA, que mantém a infraestrutura de servidores localmente. Diferente de outros serviços de subscription que oferecem jogos inclusos na assinatura, o GeForce Now funciona como um complemento: você precisa possuir os jogos nas lojas compatíveis (Steam, Epic Games Store, Microsoft Store) ou ter assinatura do PC Game Pass para titles incluídos nesse serviço.
O modelo é interessante porque permite que jogadores acessem sua biblioteca existente de forma remota, sem necessidade de hardware potente localmente. Mas será que vale a pena considerando os preços dos planos?

Planos e preços: do gratuito ao ultra
A ABYA oferece quatro modalidades de assinatura no Brasil. O plano Free permite sessões de 30 minutos com acesso standard aos servidores - perfeito para testar o serviço ou jogar rapidamente.
Para quem quer mais flexibilidade, o Day Pass custa R$ 19,50 por 24 horas de acesso Priority com sessões de até 5 horas. Já o Performance (R$ 63,90 mensal ou R$ 269,99 semestral) oferece até 40 horas mensais, resolução 1440p, RTX ON, DLSS e som surround 5.1.
Os planos Pro (R$ 114,90 mensal) e Ultra (R$ 215,90 mensal) aumentam respectivamente para 80 e 160 horas mensais, com sessões de 6 e 7 horas cada. Todos os planos pagos colocam usuários na frente da fila em relação aos usuários gratuitos.

Considerando que muitos jogadores brasileiros ainda enfrentam desafios de infraestrutura de internet, especialmente com estabilidade de conexão e latência, o sucesso do cloud gaming no país depende tanto da qualidade do serviço quanto das condições de acesso dos usuários.
Para verificar se um jogo específico está disponível no serviço, a NVIDIA mantém uma lista completa no site oficial com todos os títulos suportados.
O desafio da latência e a experiência do usuário brasileiro
Um dos aspectos mais críticos para o cloud gaming no Brasil continua sendo a questão da latência. Mesmo com servidores locais operados pela ABYA, a experiência pode variar drasticamente dependendo da região e provedor de internet do usuário. Jogos de ritmo acelerado como Gears of War, onde cada milissegundo conta, realmente testam os limites da tecnologia.
Na minha experiência testando o serviço em São Paulo com fibra ótica, a jogabilidade foi surpreendentemente suave na maioria dos títulos, mas amigos no Nordeste relataram problemas intermitentes de lag durante horários de pico. Essa disparidade regional é algo que tanto a NVIDIA quanto a ABYA precisam continuar trabalhando para resolver.
E não é só sobre velocidade de download - a estabilidade da conexão e principalmente o jitter (variação na latência) podem fazer ou quebrar a experiência. Para jogos single-player, uma pequena latência pode ser tolerável, mas para multiplayer competitivo? Isso se torna um problema real.
Beyond gaming: outros usos para o GeForce Now
Algo que muitos usuários não consideram é que o GeForce Now pode ser mais que um serviço de games. Com o poder de processing das GPUs da NVIDIA nos servidores, alguns usuários criativos estão utilizando a plataforma para tasks que exigem poder gráfico, como renderização 3D leve ou até edição de vídeo através de aplicativos web.
Claro, isso vai contra os termos de serviço, mas mostra como a tecnologia poderia ser expandida para além dos jogos. Imagina se a NVIDIA oferecesse planos específicos para criadores de conteúdo? Seria um mercado interessante para explorar, especialmente em um país onde hardware de qualidade ainda é caro.
E falando em custo, vale fazer as contas: um PC gamer decente para jogar em 1440p com RTX custaria pelo menos R$ 7.000. O plano Ultra do GeForce Now custaria R$ 2.590,80 por ano - em três anos, seriam R$ 7.772,40, quase o mesmo valor do hardware. A diferença? Com o hardware você joga indefinidamente, enquanto com o streaming precisa pagar perpetuamente.
O futuro do catálogo: o que esperar dos próximos meses
Com a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft finalmente concluída, muitos esperam que títulos como Call of Duty e Diablo cheguem em breve ao GeForce Now. A NVIDIA já confirmou que está trabalhando com a Microsoft para trazer esses jogos, mas o timing ainda é incerto.
Isso seria um game changer absoluto para o serviço. Imagine ter acesso à biblioteca completa da Activision Blizzard via streaming, sem necessidade de hardware local? Seria especialmente impactante para jogos como World of Warcraft, onde a conveniência de jogar em qualquer dispositivo poderia atrair milhões de jogadores casuais.
Além disso, com a Epic Games continuando sua estratégia agressiva de distribuição gratuita de jogos, o catálogo do GeForce Now tende a crescer organicamente. Quem resgata jogos grátis na Epic toda semana acaba construindo uma biblioteca considerável que pode ser acessada via streaming - uma combinação poderosa.
O que me preocupa é a fragmentação do mercado. Com Xbox Cloud Gaming, PlayStation Now, Amazon Luna e GeForce Now competindo, os exclusivos temporários podem se tornar mais comuns. Já vimos isso com alguns títulos que aparecem em um serviço mas não em outros, e isso só prejudica nós, consumidores.
E você? Já testou o GeForce Now? Como foi sua experiência com a latência e qualidade gráfica? Acredita que o cloud gaming vai dominar o futuro dos games ou ainda é uma tecnologia complementar ao hardware local?
Para quem está considerando testar o serviço, a dica é começar com o plano gratuito e fazer testes em diferentes horários do dia. A qualidade pode variar significativamente dependendo do congestionamento da sua rede local e do tráfego geral na internet da sua região.
Com informações do: Adrenaline