Mais de uma década após seu lançamento, The Witcher 3: Wild Hunt continua sendo um fenômeno. Agora, rumores vindos da Polônia sugerem que a CD Projekt RED pode estar preparando uma jogada inesperada: uma nova expansão paga para o jogo, com lançamento potencial ainda este ano. Seria uma tentativa de manter o hype vivo enquanto os fãs aguardam ansiosamente pelo próximo capítulo da saga? A ideia, embora surpreendente, parece ter fundamentos tanto criativos quanto financeiros.

The Witcher 3 pode ganhar nova expansão de surpresa ainda em 2026

O que os rumores e analistas estão dizendo

A informação ganhou força com declarações do analista Mateusz Chrzanowski, da Polish Noble Securities, que afirmou que uma atualização paga está programada para maio de 2026. O insider polonês Borys Niespielak deu crédito ao boato, alegando ter ouvido a mesma coisa de fontes confiáveis. A CD Projekt RED, como era de se esperar, manteve seu padrão ao se recusar a comentar "rumores ou especulações". Mas, sabe como é, onde há fumaça…

O timing é interessante. Se for verdade, essa expansão poderia servir como uma ponte narrativa crucial, conectando os eventos de Wild Hunt com a sequência que colocará Ciri no centro da ação. É uma estratégia inteligente para manter o universo coeso e os jogadores engajados durante a longa espera por The Witcher 4, cujo lançamento não é esperado antes de 2027.

Detalhes e desafios de um DLC pós-moderno

Os detalhes que vazaram pintam um cenário curioso. Dizem que o desenvolvimento não está nas mãos da equipe principal, mas sim do estúdio Fool's Theory – o mesmo que está trabalhando no remake do primeiro The Witcher. Alguns veem isso como um "teste" para o estúdio. Em um relatório fiscal, o CFO da CDPR, Piotr Nielubowick, mencionou de forma vaga que um "novo conteúdo" estava progredindo bem e poderia chegar ainda em 2026, o que adiciona um pouco de credibilidade ao rumor.

Mas não são só flores. Há obstáculos técnicos consideráveis. A CD Projekt RED já migrou oficialmente para a Unreal Engine 5 como seu motor principal. Retornar à antiga Red Engine para um projeto novo soa, no mínimo, estranho e logísticamente complicado. Além do mais, o legado é pesado: as expansões anteriores, Hearts of Stone e Blood and Wine, são consideradas obras-primas do gênero. Lançar algo que não atinja esse patamar de qualidade narrativa poderia ser um tiro pela culatra, manchando a reputação impecável do jogo base.

  • Desenvolvedor: Rumores apontam para o estúdio Fool's Theory, não a equipe central.

  • Função: Possível "teste" para o estúdio e ponte narrativa para o próximo jogo.

  • Contexto Corporativo: CFO da CDPR mencionou "novo conteúdo" progredindo para 2026.

  • Suporte Técnico: O jogo também deve receber suporte a mods multiplataforma para PS5 e Xbox Series X|S no início de 2026.

The Witcher 3 pode ganhar nova expansão de surpresa ainda em 2026

A lógica por trás da jogada: mais do que nostalgia

Por que investir em um jogo single-player com mais de 10 anos? A resposta, como quase tudo, gira em torno de dinheiro e engajamento. Chrzanowski, o analista, projetou vendas de pelo menos 11 milhões de cópias para essa suposta expansão. Números assim garantem um fluxo de caixa saudável em um período entre grandes lançamentos. E, cá entre nós, depois do sucesso do relançamento de Cyberpunk 2077, a CDPR sabe muito bem como revitalizar um título.

Mas é mais do que uma simples operação financeira. É sobre manter a comunidade ativa e aquecer os motores para o futuro. Um novo conteúdo para The Witcher 3 geraria um burburinho midiático enorme, reacendendo discussões e trazendo novos jogadores para o universo. Funcionaria como uma campanha de marketing de longo alcance para a sequência. No fim das contas, é uma aposta arriscada, porém calculada. Depende totalmente da capacidade de entregar uma experiência que honre o legado do jogo. Os fãs são passionais, e sua expectativa está no céu.

Fonte: Eurogamer

E pensar que, há alguns anos, a ideia de uma nova expansão para um jogo tão antigo seria considerada loucura. Mas o mercado mudou, e a CD Projekt RED parece estar lendo essas mudanças com atenção. Afinal, o que define o "ciclo de vida" de um jogo hoje em dia? The Witcher 3 já recebeu uma atualização de nova geração, mods oficiais e continua vendendo consistentemente. Talvez a linha entre "jogo concluído" e "serviço vivo" esteja mais borrada do que nunca, especialmente para títulos que se tornaram verdadeiras plataformas culturais.

O paralelo com Cyberpunk 2077: Phantom Liberty é inevitável, não é? Aquele DLC não foi apenas um sucesso comercial; foi uma redenção narrativa e técnica que redefiniu a percepção pública do jogo base. A CDPR provou que sabe fazer expansões que são, na prática, jogos novos dentro do mesmo universo. Essa expertise recente e bem-sucedida é o que dá um ar de plausibilidade a esse rumor. Se conseguiram com Cyberpunk, por que não tentar o mesmo com sua franquia mais querida?

O elefante na sala: a Red Engine vs. a Unreal Engine 5

Este é, talvez, o ponto mais espinhoso de toda a discussão. A CD Projekt RED fez uma transição pública e definitiva para a Unreal Engine 5. Equipes foram treinadas, pipelines foram estabelecidos. Voltar à antiga Red Engine, mesmo que para um projeto menor, parece um retrocesso logístico. Mas e se não for bem assim?

Há algumas possibilidades. A primeira, e mais óbvia, é que o Fool's Theory, já imerso no remake do primeiro jogo (que também usa a Red Engine), seja a equipe perfeita para essa tarefa. Eles já estão "na banheira" tecnológica. A segunda possibilidade é mais ambiciosa: e se essa expansão servir como um projeto-piloto para migrar o conteúdo de The Witcher 3 para a Unreal Engine 5? Imagine só. Um pedaço do mundo de The Witcher 3, recriado no novo motor, como uma demonstração técnica e um teste para futuros projetos. Seria um movimento arrojado, mas que explicaria o esforço.

Claro, isso é pura especulação. O mais provável é que usem a Red Engine mesmo, mas a mera existência dessas dúvidas mostra o quanto o cenário técnico é complexo. E levanta outra questão: os desenvolvedores originais ainda estão na empresa? Muitos se foram. Recriar a "alquimia" específica daquele jogo com uma equipe diferente é um desafio monumental.

The Witcher 3 pode ganhar nova expansão de surpresa ainda em 2026

O que os fãs realmente querem (e o que temem)

Percorrendo fóruns e redes sociais, o sentimento da comunidade é... cautelosamente eufórico, mas com um pé atrás enorme. A nostalgia é um sentimento poderoso, mas frágil. Ninguém quer ver um conteúdo novo que pareça "forçado" ou que estrague o final perfeito de Geraldo de Rívia em Toussaint.

As teorias dos fãs sobre o enredo são das mais variadas. Alguns pedem uma história focada em outros personagens do universo, como uma aventura de Vesemir no seu auge, ou os primeiros dias de Yennefer em Aretuza. Outros sonham com uma exploração de regiões apenas mencionadas nos livros, como Ofir ou Zerrikania. Há, ainda, quem queira um epílogo mais longo para o próprio Geraldo, dependendo da escolha do jogador no jogo base. O que parece unânime é o desejo por algo que adicione, não retcon. Que expanda o mundo, não o reduza.

O medo, por outro lado, é palpável. O fantasma de DLCs rasos, focados em cosméticos ou missões secundárias de baixa qualidade, assombra qualquer anúncio do gênero. Os fãs de The Witcher foram mimados com expansões que tinham mais alma e conteúdo que muitos jogos completos. A barra está lá em cima. Qualquer coisa que cheire a "conteúdo gerado para cumprir tabela" seria recebida com uma chuva de justa crítica.

E você, o que acha? Uma nova expansão para The Witcher 3 em 2026 é um sonho se tornando realidade ou um risco desnecessário para o legado do jogo? A CD Projekt RED deveria focar 100% no futuro com a Unreal Engine 5, ou há valor em revisitar suas raízes com a Red Engine uma última vez? A discussão, assim como os rumores, está apenas começando.

Fonte para contexto técnico: IGN | Fonte para expectativas da comunidade:

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Com informações do: Adrenaline