A Dell acaba de oficializar a chegada de dois novos modelos de notebook ao Brasil: o Dell 14 e o Dell 16. Esta linha, que já era bastante conhecida, agora ganha uma nova identidade global e algumas atualizações interessantes que prometem agradar a um público que busca desempenho para trabalho, estudo e entretenimento. E, cá entre nós, a possibilidade de expandir a memória RAM para até 32GB em notebooks deste segmento é um baita diferencial que não se via com tanta frequência.

Notebook Dell 14 em cor prata gelo

Especificações e foco dos novos modelos

Impulsionados por processadores Intel Core 7 e equipados com memória DDR5, os novos Dell 14 e Dell 16 chegam com Wi-Fi 6 e painéis mais brilhantes que seus antecessores. O sistema operacional é o Windows 11, que já vem com um botão dedicado para acionar o assistente de IA Copilot – uma tentativa clara de se alinhar às tendências atuais.

Mas vamos ao que interessa: as configurações. A tabela abaixo resume bem as principais características de cada um. Repare no ponto que, na minha opinião, é o mais interessante: ambos suportam até 32GB de RAM DDR5. Para quem trabalha com muitas abas abertas, edição de vídeo ou simplesmente quer um notebook que não engasgue com o tempo, isso é um grande avanço.

CaracterísticaDell 14Dell 16Tamanho da tela14 polegadas16 polegadasResolução e formatoFHD+ (1920x1200), 16:10FHD+ (1920x1200), 16:10BrilhoAté 300 nitsAté 300 nitsProcessadorIntel Core 7Intel Core 7Memória RAM (máxima)Até 32 GB DDR5Até 32 GB DDR5Armazenamento (máximo)Até 1 TB SSD—Conectividade sem fioWi-Fi 6Wi-Fi 6Portas de vídeoUSB-C com DisplayPort 1.4HDMI, USB-C com DisplayPort 1.4Sistema operacionalWindows 11 HomeWindows 11 HomeRecurso especialTecla Copilot para IATecla Copilot para IAConstruçãoEstrutura em metal (alumínio)—Cor disponívelPrata gelo—Preço inicial (Windows Home)A partir de R$ 5.299A partir de R$ 4.999

É curioso notar que o modelo de 16 polegadas tem um preço de entrada ligeiramente menor. Será uma estratégia para conquistar um público que busca telas maiores por um custo acessível? Rafael Pacheco, diretor de Produtos da Dell Technologies, comentou que os lançamentos atualizam alguns dos notebooks mais vendidos pela empresa no país, focando no segmento de bom custo-benefício.

"As máquinas trazem como principal atrativo a possibilidade de expansão de memória RAM para até 32GB, um avanço para este segmento."

Dell 16: Entrando no jogo das telas grandes

O Dell 16 marca a entrada da fabricante no cenário nacional de notebooks de 16 polegadas nesta categoria de preço. Seu display FHD+ no formato 16:10 é uma escolha inteligente, oferecendo mais espaço vertical para planilhas, documentos e navegação na web – algo que quem trabalha o dia todo na frente do computador sabe valorizar.

O brilho de 300 nits é uma melhora em relação às gerações passadas e deve ser suficiente para a maioria dos ambientes internos. E aí vem a cereja do bolo: a opção de comprar com 32GB de RAM DDR5 já de fábrica. Isso é música para os ouvidos de profissionais que rodam virtualizações, editam vídeos em 4K ou simplesmente não têm paciência para lentidão.

Visão do notebook Dell 16 com tela de 16 polegadas

Em termos de conexões, a Dell adicionou uma porta USB-C com capacidade DisplayPort 1.4 à já existente saída HDMI. Essa mudança, aparentemente simples, aumenta bastante a praticidade para quem usa monitor externo, permitindo carregar o notebook, transmitir vídeo e dados por um único cabo. Conveniência que faz diferença na mesa de trabalho.

Dell 14: Portabilidade com estrutura de respeito

Já o Dell 14 é para quem não abre mão de levar o notebook para todo canto. E aí, a construção em alumínio faz toda a diferença. Segurar um notebook que parece sólido, que não range, passa uma sensação de qualidade e durabilidade que plástico simplesmente não consegue transmitir.

Sua tela de 14 polegadas mantém a mesma resolução FHD+ e proporção 16:10 do irmão maior, o que é ótimo. A cor "prata gelo" dá um ar moderno, mas clássico ao mesmo tempo – difícil errar com ela.

E apesar do tamanho compacto, a Dell não economizou no potencial de upgrade. Ele também suporta até 32GB de DDR5 e armazenamento de 1TB em SSD. Só que aqui tem um porém: comprar módulos de memória DDR5 para notebook separadamente ainda pode custar um rim, como bem lembrou uma matéria do Adrenaline. Então, talvez valha a pena considerar uma configuração com mais memória já na compra.

Detalhe da construção em alumínio do Dell 14

Os notebooks já estão disponíveis no site oficial da Dell. O preço inicial do Dell 16 é R$ 4.999, enquanto o Dell 14 começa em R$ 5.299, ambos com Windows 11 Home. É um posicionamento interessante, considerando o mercado atual. Com marcas chinesas oferecendo hardware robusto por preços competitivos, a Dell parece responder com construção premium e a confiança da marca.

E aí, o que você acha? Para quem precisava de um notebook para trabalho e estudo, com uma tela de qualidade e a opção de ter bastante memória, esses novos modelos da Dell parecem ser uma opção viável? Ou o preço ainda é uma barreira considerando outras opções no mercado?

Mas vamos além das especificações técnicas por um momento. O que realmente significa ter um notebook que suporta 32GB de RAM DDR5 nessa faixa de preço? Para muitos usuários, isso muda completamente a relação com o dispositivo. Pense naquela sensação de, depois de um ano de uso, o computador começar a travar com três abas do Chrome, um documento do Word e o Spotify aberto. Com essa capacidade de memória, esse cenário praticamente desaparece. Você pode ter dezenas de abas, ferramentas de desenvolvimento, uma máquina virtual rodando em segundo plano e ainda assim a experiência permanece fluida. É um investimento em longevidade.

E falando em longevidade, a construção em alumínio do Dell 14 não é apenas uma questão estética. Na prática, um chassi metálico dissipa calor de forma mais eficiente do que o plástico, o que pode ajudar a manter os componentes internos – especialmente o processador e a memória – em temperaturas mais baixas durante cargas de trabalho prolongadas. Temperaturas mais estáveis geralmente se traduzem em desempenho mais consistente e, potencialmente, em uma vida útil mais longa para o hardware. É um daqueles detalhes que você não vê nas especificações, mas sente no dia a dia.

O mercado brasileiro e a batalha pelo "custo-benefício"

O lançamento desses modelos acontece em um momento peculiar para o mercado de notebooks no Brasil. De um lado, temos marcas tradicionais como a Dell, HP e Lenovo, que historicamente dominaram o varejo. Do outro, um influxo constante de marcas chinesas – como Acer, Positivo (com modelos da Multilaser) e até mesmo a Xiaomi, de forma mais indireta – que frequentemente oferecem configurações de hardware impressionantes por preços agressivos. A pergunta que fica é: onde esses novos Dell 14 e 16 se encaixam nesse cenário?

Analisando friamente, R$ 5.000 é um patamar significativo. Por esse valor, é possível encontrar alternativas com processadores AMD Ryzen 7 ou Intel Core i7 de gerações recentes, telas com taxas de atualização de 120Hz ou até resoluções QHD. A resposta da Dell, ao que parece, não está em vencer uma guerra de especificações no papel. Está em oferecer um pacote coeso: a confiabilidade de uma marca com forte presença em suporte e garantia no país, uma construção física de maior percepção de qualidade e, agora, um argumento técnico forte com a expansão de memória.

Para o usuário corporativo ou o estudante que depende do notebook para projetos importantes, a segurança de uma boa assistência técnica e a disponibilidade de peças podem valer a diferença no preço. Já para o entusiasta que monta sua própria máquina e busca o máximo de performance por real, a equação pode pender para outros lados. A Dell parece estar mirando justamente no primeiro grupo: pessoas e empresas para quem o notebook é uma ferramenta de trabalho crítica, e não um hobby.

A tecla Copilot e a integração com o ecossistema Windows

O botão físico dedicado ao Copilot é um sinal claro dos tempos. A Microsoft está empurrando com força sua assistente de IA em todos os cantos do Windows 11, e os fabricantes de hardware estão sendo incentivados (ou obrigados) a seguir o fluxo. Mas isso é um diferencial real ou apenas mais um botão no teclado?

Depende muito de como você usa o computador. Para quem já adotou o Copilot para resumir textos, gerar esboços de e-mails ou ajudar na pesquisa, ter um atalho dedicado é uma conveniência genuína. Elimina a necessidade de clicar no ícone da barra de tarefas ou usar um atalho de teclado menos intuitivo. Por outro lado, se você é do tipo que desabilita todas as ferramentas de "ajuda" do Windows, esse botão será apenas um espaço ocupado no teclado. Curiosamente, isso levanta uma questão sobre personalização: seria possível remapear essa tecla para outra função, como abrir o gerenciador de tarefas ou um aplicativo específico? A Dell não mencionou essa possibilidade, mas seria um recurso interessante para agradar a todos.

E essa integração vai além do botão. A promessa é que, com o tempo, a IA do Windows possa otimizar tarefas com base no hardware. Imagine o sistema gerenciando automaticamente o consumo de bateria durante uma videoconferência, priorizando a performance do processador quando você inicia um software de edição, ou silenciando notificações durante a reprodução de conteúdo em tela cheia. São pequenas inteligências que, somadas, podem melhorar a experiência. Nos novos Dells, com seu hardware atualizado, essas features tendem a funcionar com mais fluidez.

Falando em bateria, eis um ponto que ainda gera dúvidas. A Dell divulgou a capacidade das baterias? Em modelos focados em mobilidade e produtividade, a autonomia é um fator decisivo tão importante quanto a performance. Um notebook com 32GB de RAM é inútil se ele não durar uma reunião importante ou uma aula longe da tomada. As especificações iniciais focaram no poder de processamento e memória, mas o equilíbrio com a eficiência energética é o que faz um bom notebook se tornar um ótimo notebook para o dia a dia.

Outro aspecto que merece um olhar mais atento são as opções de configuração disponíveis no site. O preço "a partir de" geralmente se refere à configuração mais básica. Quantos modelos intermediários existem entre a versão de entrada e a topo de linha com 32GB de RAM e 1TB de SSD? Qual o acréscimo de preço para pular de, digamos, 8GB para 16GB, e depois para 32GB? No Brasil, onde o custo de upgrades pós-venda pode ser proibitivo, escolher a configuração certa na hora da compra é uma decisão financeira crucial.

E não podemos ignorar o contexto dos preços dos componentes. Como já discutido aqui, a memória DDR5 ainda carrega um prêmio considerável sobre a DDR4. Oferecer suporte a 32GB é uma coisa. Oferecer isso a um preço acessível é outra completamente diferente. A estratégia da Dell pode ser justamente oferecer essa configuração alta como um opcional premium, atraindo quem realmente precisa e está disposto a pagar por isso, enquanto mantém versões mais acessíveis com 8GB ou 16GB para o público geral.

Por fim, vale pensar no ciclo de vida desses produtos. A Dell tem um histórico razoável de suporte de drivers e atualizações de BIOS para suas linhas principais. Em um mundo onde a segurança cibernética é cada vez mais crítica, saber que seu notebook receberá patches de segurança e otimizações por vários anos é um conforto. Essa "pós-venda digital" é um diferencial intangível, mas valioso, especialmente se você planeja ficar com a máquina por três, quatro anos ou mais.

Então, para quem exatamente esses notebooks fazem mais sentido? A resposta não é única. Eles parecem se encaixar como uma luva para o profissional liberal – arquiteto, engenheiro, desenvolvedor – que precisa de um equipamento confiável para trabalhar em clientes ou em casa, e que valoriza a possibilidade de expandir a memória no futuro conforme seus projetos crescem em complexidade. Também são uma opção sólida para universidades ou pequenas empresas que fazem compras em volume e buscam um padrão de qualidade e suporte.

Com informações do: Adrenaline