Os corações dos fãs de survival horror bateram mais forte esta semana com a descoberta de que a Capcom registrou as marcas de "Resident Evil Requiem" e "Dino Crisis" no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) do Brasil. Esses movimentos burocráticos, que normalmente passariam despercebidos, ganharam significado especial para uma comunidade faminta por novidades de duas franquias icônicas.

O que significam esses registros?
Para entender a empolgação dos fãs, é preciso saber que empresas frequentemente registram marcas antes de anunciar produtos - é uma proteção legal básica. O que chama atenção aqui são os detalhes e o timing. O site Resident Evil BR, que monitora regularmente essas movimentações, foi quem primeiro notou os registros.
No caso de Resident Evil Requiem, o pedido foi feito em 30 de maio, mas o pagamento das taxas só aconteceu em 9 de julho - um atraso que me faz pensar se a Capcom deliberadamente quis evitar vazamentos precoces. Afinal, quem trabalha com marketing sabe que timing é tudo.
Atualmente, os registros estão no chamado "prazo de apresentação de oposição", onde terceiros podem contestar as marcas. Na prática, é altamente improvável que alguém conteste - imagine tentar disputar a marca Resident Evil com a Capcom!

Dino Crisis: a esperança renasce
Enquanto Resident Evil Requiem já tinha sido mencionado pelo diretor da franquia como estando em fase final de desenvolvimento, a situação com Dino Crisis é bem diferente - e talvez mais emocionante para os fãs mais nostálgicos.
O registro de Dino Crisis é de 3 de julho, com uma petição em 8 de julho que não seguiu adiante e outra em 12 de agosto que agora está no período de oposição. O interessante é que esta não é uma simples atualização do registro original de 1999. Se fosse, a Capcom provavelmente teria feito isso em janeiro, quando relançou os dois primeiros jogos no PC.

E aqui vai minha opinião: a Capcom não investiria tempo e recursos em novos registros de marca sem um motivo substancial. E considerando o sucesso dos remakes de Resident Evil, não me surpreenderia se estivessem considerando reviver outra franquia clássica de survival horror.


O contexto maior
Vale lembrar que a Capcom tem trabalhado intensamente na revitalização de suas franquias clássicas. Os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4 foram sucessos críticos e comerciais, demonstrando que há um mercado ávido por experiências nostálgicas mas com roupagem moderna.
Enquanto aguardamos notícias concretas, os fãs podem se aquecer com outros títulos da franquia disponíveis no mercado. Resident Evil Village está por R$ 279,00 na Kabum para PS5, com versões para PS4 por R$ 231,83 e Xbox por R$ 206,10. Para os fãs de Dino Crisis, o bundle dos dois jogos clássicos está disponível por R$ 42,49 na GOG.

Registros de marca são, em última análise, movimentos burocráticos necessários para proteção de propriedade intelectual. Mas quando envolvem franquias amadas e com históricos de sucesso, é difícil não se empolgar com as possibilidades. A pergunta que fica é: a Capcom está apenas protegendo seus assets ou estamos diante dos primeiros sinais de revivals muito aguardados?
O padrão Capcom e o significado estratégico
Analisando o histórico recente da Capcom, percebe-se um padrão interessante nos registros de marca. A empresa tem sido bastante estratégica em como e quando protege suas propriedades intelectuais. No caso de Resident Evil 4 Remake, por exemplo, o registro aconteceu aproximadamente um ano antes do anúncio oficial. Se seguirmos essa lógica, poderíamos estar olhando para um possível anúncio de Resident Evil Requiem ainda em 2024 ou início de 2025.
Mas e quanto ao Dino Crisis? Essa é a verdadeira surpresa aqui. A franquia está dormente desde 2003, quando Dino Crisis 3 foi lançado para Xbox - um jogo que, vamos ser honestos, não capturou a magia dos originais. O fato de a Capcom estar investindo em novos registros em vez de simplesmente renovar os antigos sugere que podem estar planejando algo além de um simples relançamento.
O que sabemos sobre Resident Evil Requiem
As informações sobre Resident Evil Requiem ainda são escassas, mas algumas pistas interessantes surgiram nas últimas semanas. O diretor da franquia, Koshi Nakanishi, mencionou em entrevista ao IGN que a equipe estava trabalhando em "algo diferente" que os fãs "não esperariam". Será que Requiem é esse projeto?
Alguns teóricos da comunidade acreditam que poderia ser um jogo focado em cooperação, talvez até um título assimétrico similar ao que vimos com Resident Evil Resistance. Outros especulam que poderia ser uma experiência em realidade virtual, considerando o sucesso de Resident Evil 4 VR. Pessoalmente, acho curioso que o nome "Requiem" sugira algum tipo de conclusão ou homenagem - talvez uma antologia que reúna personagens clássicos?
O que me faz levantar essa hipótese é o timing. A franquia Resident Evil completa 30 anos em 2026, e seria o momento perfeito para um projeto especial de celebração. A Capcom tem história com esse tipo de lançamento comemorativo.
O renascimento do survival horror clássico
Não podemos ignorar o contexto maior do mercado de games. Estamos vivendo um renascimento do gênero survival horror, com títulos como Alan Wake 2 recebendo aclamação crítica e comercial. A Capcom, é claro, está bem ciente desse movimento - os remakes de Resident Evil foram fundamentais para essa revitalização.
O sucesso financeiro fala por si só: Resident Evil 2 Remake vendeu mais de 13 milhões de unidades, enquanto Resident Evil 4 Remake ultrapassou 7 milhões em pouco mais de um ano. São números que mostram que há apetite não apenas por novos jogos, mas por experiências clássicas reinventadas.
E aqui está um ponto que muitos não consideram: Dino Crisis sempre foi, em essência, "Resident Evil com dinossauros". Com a engine RE Engine já madura e a equipe experiente em criar tensão e horror, a transição para reviver Dino Crisis seria quase natural. A pergunta não é se podem fazê-lo, mas se escolherão fazê-lo.
As lições do passado recente
A Capcom também aprendeu lições valiosas com lançamentos recentes. O fracasso relativo de Resident Evil 3 Remake (em termos de conteúdo cortado em comparação com o original) gerou críticas significativas da comunidade. Já Resident Evil 4 Remake foi aclamado por expandir rather than reduzir a experiência original.
Essa evolução na abordagem dos remakes sugere que a empresa entendeu que os fãs valorizam fidelidade à essência dos jogos originais, mas também esperam conteúdo novo e melhorias significativas. Se Dino Crisis realmente voltar, precisará seguir essa segunda abordagem para ter sucesso.
Curiosamente, o registro da marca Dino Crisis no Brasil cobre não apenas jogos, mas também "serviços de entretenimento" e "transmissão de áudio e vídeo". Isso abre possibilidades interessantes - será que a Capcom estaria considerando uma série animada ou live-action? Afinal, o sucesso de séries como The Last of Us na HBO mostrou que há apetite por adaptações de games de qualidade.
O silêncio que fala mais alto
O que mais me intriga nessa situação toda é o silêncio da Capcom. Normalmente, quando registros de marca vazam, as empresas permanecem em silêncio - e com razão. Falar muito cedo pode criar expectativas irreais ou prejudicar o marketing planejado.
Mas esse silêncio é particularmente ensurdecedor quando consideramos que a Capcom tem um evento importante marcado para as próximas semanas. Será que veremos algum anúncio? Ou esses registros são apenas medidas preventivas para projetos que ainda estão em fase conceitual?
Uma coisa é certa: a comunidade de fãs brasileira está particularmente atenta a esses movimentos. Não é à toa que descobrimos esses registros tão rapidamente - nossa paixão por survival horror é genuína, e a Capcom certamente está ciente disso. O mercado brasileiro de games é um dos maiores do mundo, então faz todo sentido que a empresa queira proteger suas marcas aqui com especial cuidado.
Enquanto aguardamos por mais informações, resta-nos especular e analisar cada movimento da Capcom. A empresa tem sido relativamente transparente sobre seus processos de desenvolvimento recentemente, então é possível que não tenhamos que esperar muito por respostas. O que você acha? Esses registros são apenas rotina corporativa ou sinais genuínos de que duas franquias amadas estão prestes a retornar?
Com informações do: Adrenaline