A NVIDIA segue ampliando o horizonte para os jogadores que preferem a nuvem. Nesta semana, o GeForce Now, serviço de streaming de jogos da gigante das GPUs, recebe um pacote robusto de 12 novos títulos, reforçando um catálogo que já ultrapassa a marca impressionante de 2.200 jogos. Essa movimentação constante é um sinal claro do compromisso da empresa em manter a plataforma fresca e competitiva, especialmente em um mercado onde a variedade de conteúdo é um dos principais atrativos para os assinantes. Para quem está no Brasil, a operação fica a cargo da ABYA, que gerencia a infraestrutura local.

STALCRAFT X

Os Destaques da Semana no GeForce Now

Entre as novidades, alguns jogos chamam atenção imediatamente. O grande lançamento da semana na Steam, Styx: Blades of Greed, chega direto para a nuvem, permitindo que os fãs da série de stealth e fantasia mergulhem na aventura sem precisar de um hardware potente localmente. Outra adição significativa vem da franquia Trine, com quatro títulos entrando no serviço de uma só vez. Isso inclui desde o clássico Trine Enchanted Edition até o mais recente Trine 4: The Nightmare Prince, oferecendo uma jornada completa pelos puzzles e pela narrativa encantadora da série.

Mas a lista não para por aí. Temos desde RPGs de ação como Ys X: Proud Nordics até títulos baseados em grandes franquias, como Diablo (via Ubisoft Connect) e Star Trek: Voyager – Across the Unknown. A variedade é, de fato, um ponto forte desta leva. E para os fãs de MMO no universo de S.T.A.L.K.E.R., STALCRAFT: X também está entre as opções. É uma mistura que agrada a diferentes gostos, algo que eu acho fundamental para um serviço de assinatura.

Trine 4

Como Acessar os Novos Jogos e o Funcionamento do Catálogo

Aqui vai um ponto crucial que muitos novos usuários podem se confundir: o GeForce Now funciona com um modelo de bring-your-own-game (traga seu próprio jogo) para a maioria dos títulos. Isso significa que, para jogar, você precisa possuir o jogo em uma das lojas parceiras compatíveis, como Steam, Epic Games Store, Ubisoft Connect ou Microsoft Store. A plataforma de streaming apenas fornece o hardware potente para executá-lo. A exceção fica por conta dos jogos incluídos no PC Game Pass da Microsoft, quando a integração estiver disponível – um benefício e tanto para assinantes de ambos os serviços.

Se você está curioso para saber se aquele jogo específico que você ama está disponível, a NVIDIA mantém uma lista oficial e atualizada de todo o catálogo do GeForce Now. É uma ferramenta valiosa para planejar sua jogatina na nuvem.

Planos e Opções do GeForce Now no Brasil

No Brasil, a ABYA oferece uma gama de planos que tentam atender desde o jogador casual até o mais hardcore. A estratégia de ter um plano gratuito é inteligente, pois funciona como uma vitrine poderosa do serviço. Claro, com sessões limitadas a 30 minutos e filas de espera, ele serve mais para testes rápidos. Mas, convenhamos, é uma ótima maneira de experimentar a tecnologia sem compromisso.

Para quem leva a sério, os planos pagos começam no Performance (R$ 63,90/mês), que já oferece sessões de até 5 horas, prioridade na fila e acesso a recursos como ray tracing (RTX ON) e upscaling DLSS. Os planos Pro e Ultra elevam o limite de horas mensais e a duração máxima das sessões, sendo opções para quem praticamente vive na nuvem. A existência de um Day Pass (R$ 19,50) é outro acerto, perfeito para um fim de semana de maratona gamer sem a necessidade de um compromisso mensal.

  • FREE (Grátis): Sessões de 30 minutos, acesso standard.

  • DAY PASS: R$ 19,50 por 24h de benefícios Priority.

  • PERFORMANCE: A partir de R$ 63,90/mês. Sessões de 5h, 40h/mês, RTX, DLSS.

  • PRO: A partir de R$ 114,90/mês. Sessões de 6h, 80h/mês.

  • ULTRA: A partir de R$ 215,90/mês. Sessões de 7h, 160h/mês.

GeForce Now

Com adições semanais como esta, o GeForce Now continua sua corrida para se firmar não apenas como uma alternativa para quem não tem um PC gamer, mas como uma plataforma complementar válida até para quem tem. A conveniência de jogar em qualquer dispositivo, a sincronização de saves e a eliminação dos longos downloads são argumentos fortes. Resta saber se a infraestrutura de internet no Brasil conseguirá acompanhar a ambição do serviço para a maioria dos jogadores. E você, já experimentou jogar na nuvem? Algum desses novos títulos despertou seu interesse?

Falando especificamente sobre os novos jogos, vale a pena dar uma olhada mais de perto em alguns deles. Styx: Blades of Greed, por exemplo, não é apenas mais um jogo de stealth. A série sempre se destacou por seu humor ácido e pela jogabilidade que premia a paciência e a criatividade. Jogar na nuvem pode ser uma experiência interessante aqui, pois elimina qualquer preocupação com quedas de framerate durante aquelas sequências tensas de infiltração. Já experimentei jogos similares no serviço e, quando a conexão está estável, a fluidez é impressionante – quase como se o jogo estivesse rodando localmente em uma máquina de alto desempenho.

E a leva dos quatro jogos da série Trine? Isso é um prato cheio para quem nunca explorou esse universo de puzzles em plataforma 2.5D. A jogabilidade cooperativa é um dos grandes trunfos da franquia, e a possibilidade de convidar amigos para uma sessão na nuvem, sem que ninguém precise se preocupar em ter o jogo instalado ou com specs mínimas, é um diferencial enorme. Imagina só: você no seu notebook básico, um amigo no tablet e outro no celular, todos resolvendo quebra-cabeças visuais deslumbrantes juntos. A tecnologia, quando funciona bem, praticamente desaparece, deixando apenas a diversão.

O Desafio da Infraestrutura: A Realidade do Streaming no Brasil

Aqui é onde a conversa fica um pouco mais complicada, pelo menos no nosso contexto. Todo esse potencial do GeForce Now esbarra em um obstáculo bem conhecido: a qualidade e a estabilidade da conexão de internet. A NVIDIA recomenda uma velocidade mínima de 15 Mbps para jogar em 720p a 60 FPS, mas, na prática, para uma experiência realmente boa em 1080p ou 4K (nos planos superiores), você precisa de uma conexão robusta e, mais importante, com baixa latência.

Morei em um apartamento onde a internet de 100 Mbps era compartilhada com vários vizinhos. Às noites, o ping simplesmente explodia. Tentar jogar qualquer coisa no GeForce Now naquela situação era um exercício de frustração – input lag visível, compressão de imagem em momentos de ação rápida. A experiência mudou completamente quando me mudei para um local com uma fibra óptica dedicada e estável. A diferença é abismal. Esse, talvez, seja o maior "se" do serviço no Brasil: ele é fantástico, mas depende de uma infraestrutura que ainda não é uma realidade universal no país.

E não é só sobre velocidade de download. A localização dos servidores da ABYA é um fator crítico. Se você mora em uma capital ou região metropolitana, as chances de ter uma rota direta e com boa latência para os data centers são maiores. Para quem está no interior ou em regiões mais afastadas, a experiência pode ser comprometida. É um ponto que a própria ABYA precisa continuar trabalhando, expandindo sua rede para reduzir essa desigualdade geográfica. Afinal, qual é o sentido de ter 2.200 jogos disponíveis se o delay entre apertar um botão e ver a ação na tela quebra a imersão?

Além dos Jogos: O Ecossistema e a Concorrência

Quando avaliamos o GeForce Now, é impossível não olhar para o mercado maior de cloud gaming. A Microsoft tem o Xbox Cloud Gaming (antigo xCloud) embutido no Game Pass Ultimate. A Sony tem seu PlayStation Plus Premium. A Amazon entrou no jogo com a Luna. Cada um com seus prós e contras. O grande trunfo da NVIDIA, na minha opinião, continua sendo o modelo bring-your-own-game. Ele respeita a biblioteca que o jogador já construiu ao longo dos anos na Steam, na Epic, etc. Você não está preso a um catálogo fechado de assinatura; você está ampliando o acesso à sua própria coleção.

Por outro lado, serviços como o da Microsoft oferecem a simplicidade: você assina e tem acesso imediato a uma centena de jogos, sem compras adicionais. É um trade-off. Para o jogador que não tem uma biblioteca extensa no PC, ou que prefere a conveniência de um "Netflix dos games", o modelo da NVIDIA pode parecer menos atraente inicialmente. Mas para quem já investiu centenas (ou milhares) de reais em jogos na Steam, a possibilidade de acessá-los de qualquer lugar é um argumento quase irresistível.

Outro aspecto que merece atenção é a integração com outras ferramentas da NVIDIA. O recurso de NVIDIA Highlights, que captura automaticamente momentos épicos da jogatina, funciona no GeForce Now. O NVIDIA Reflex, que reduz a latência do sistema, também é um diferencial técnico para jogos competitivos. São camadas de valor que vão além do simples streaming e que mostram como a empresa está tentando integrar toda a sua experiência em torno do jogador. Não é apenas sobre rodar o jogo em uma máquina remota; é sobre oferecer uma suíte completa de ferramentas.

E pensar no futuro é inevitável. Com a evolução das redes 5G (que prometem baixíssima latência) e a possível expansão de infraestrutura de fibra óptica no Brasil, o cenário para o cloud gaming pode mudar radicalmente nos próximos anos. O que hoje é uma opção viável principalmente para quem tem uma internet de qualidade pode se tornar mainstream. A NVIDIA, com suas adições semanais constantes e seu foco em performance de alta qualidade (RTX, DLSS 3.5), parece estar se posicionando para liderar essa transição quando as condições de rede permitirem.

Voltando à lista desta semana, a inclusão de um MMO como STALCRAFT: X é um teste interessante. MMOs são notoriamente exigentes em termos de tempo de sessão e estabilidade de conexão. Colocá-lo na nuvem é um voto de confiança da NVIDIA na robustez do serviço para suportar longas jornadas online. Será que os jogadores vão aderir? A resposta a essa pergunta vai dizer muito sobre a maturidade atual da plataforma. Enquanto isso, a variedade de gêneros – do RPG de ação Ys X ao estratégico Star Trek – garante que há sempre algo novo para experimentar, mantendo a sensação de que o catálogo está vivo e respirando.

Com informações do: Adrenaline