Antes do icônico Torneio de Poder que marcou Dragon Ball Super, as diferentes realidades do multiverso viveram um evento muito diferente - e potencialmente catastrófico. A revelação vem de um momento pouco explorado da série, mostrando que os deuses da destruição e os anjos já tentaram entreter os Zenos de formas criativas, nem sempre com resultados positivos.
O Jogo que Poderia Ter Mudado Tudo
Em um dos episódios mais curiosos da série, descobrimos que Beerus, o Deus da Destruição do Universo 7, sugeriu que os Zenos brincassem de esconde-esconde com todos os universos. A ideia parecia inocente à primeira vista, mas rapidamente se transformou em um verdadeiro desastre cósmico. Os Zenos, sendo seres com poder absoluto e compreensão limitada das consequências, levaram o jogo a extremos perigosos.
Imagine a cena: deuses poderosos se escondendo em dimensões paralelas, planetas sendo usados como esconderijos, e toda a estrutura do multiverso sendo perturbada por uma simples brincadeira infantil. O que poderia dar errado? Tudo, aparentemente.
As Consequências Inesperadas
O grande problema não foi o jogo em si, mas a forma como os Zenos interpretaram as regras. Com seu poder ilimitado, eles começaram a "eliminar" universos inteiros que consideravam estar trapaceando ou que simplesmente não conseguiam encontrar. A situação rapidamente saiu do controle, deixando até mesmo Beerus arrependido de ter sugerido a atividade.
O que me surpreende é como Dragon Ball consegue introduzir conceitos tão absurdos de maneira tão natural. Um jogo de esconde-esconde entre seres divinos que quase leva à aniquilação de múltiplas realidades? Só mesmo nesse universo.
O Legado do Fracasso Divino
Esse evento histórico dentro da cronologia de Dragon Ball ajuda a explicar muito do comportamento posterior dos Zenos, especialmente sua obsessão com jogos e competições. Eles aprenderam da maneira mais dura que algumas brincadeiras podem ter consequências sérias quando se tem poder absoluto.
Também revela aspectos interessantes da relação entre os deuses da destruição e os Zenos. Beerus, normalmente tão arrogante e confiante, claramente subestimou o perigo de dar ideias às crianças mais poderosas do multiverso. Quem diria que uma sugestão aparentemente inofensiva poderia quase causar um apocalipse multidimensional?
O episódio serve como um lembrete divertido de que mesmo os seres mais poderosos podem cometer erros monumentais - e que às vezes as soluções mais simples são as mais perigosas quando aplicadas em escala cósmica.
Os Detalhes que Poucos Notaram
Revisitando aqueles episódios, percebi detalhes fascinantes que passaram despercebidos na primeira exibição. A expressão de pânico genuíno no rosto de Beerus quando ele percebe o que havia desencadeado é uma das cenas mais humanas do normalmente impávido Deus da Destruição. Ele, que normalmente trata tudo com desdém aristocrático, suddenly se vê responsável por potencialmente o maior desastre cósmico da história.
E os anjos? Aqueles seres normalmente tão compostos e controlados? Eles aparecem correndo de um universo para outro, tentando conter o caos enquanto mantêm seus sorrisos característicos - uma imagem simultaneamente cômica e aterrorizante. Whis, normalmente tão elegante, é visto literalmente suando ao tentar explicar aos Zenos que destruir um universo porque "não estava se escondendo direito" talvez não fosse a melhor abordagem.
O que mais me impressiona é como Toriyama consegue transformar o conceito mais banal - uma brincadeira infantil - em uma ameaça existencial para dezenas de espécies inteligentes. É como se ele estivesse nos dizendo: no fim das contas, não importa o quão poderosos sejam os deuses, eles ainda podem agir com a impulsividade de crianças.
O Paradoxo do Poder Divino
Aqui reside um dos paradoxos mais interessantes do universo Dragon Ball: seres com poder suficiente para criar e destruir realidades inteiras possuem uma compreensão emocional e moral que, francamente, deixa muito a desejar. Os Zenos não são maus - longe disso. Eles simplesmente não compreendem conceitos como consequência ou escala.
Para eles, eliminar um universo é equivalente a remover uma peça de um jogo de tabuleiro que não está seguindo as regras. Não há malícia, apenas uma lógica perturbadoramente simples. E é exatamente essa falta de malícia que torna a situação tão aterrorizante. Como você argumenta com alguém que pode apagar sua existência sem qualquer rancor ou remorso, apenas porque você não está jogando direito?
Esta dinâmica me fez pensar: quantas vezes na nossa própria história líderes poderosos tomaram decisões catastróficas não por maldade, mas por pura incompreensão das consequências? A escala é obviamente diferente, mas o princípio fundamental é assustadoramente similar.
As Lições Não Aprendidas
O mais intrigante é que, aparentemente, ninguém aprendeu completamente com esse desastre. Beerus continua sendo notoriamente preguiçoso e propenso a soluções rápidas sem considerar plenamente as ramificações. Os outros deuses da destruição parecem igualmente incapazes de pensar estrategicamente sobre como lidar com os Zenos.
E os próprios Zenos? Bem, eles simplesmente seguiram em frente para o próximo jogo - o Torneio de Poder - que, não por coincidência, também envolvia a destruição de universos inteiros. A única diferença é que desta vez havia regras mais claras (relativamente falando) e um propósito definido.
Será que isso sugere que os deuses são incapazes de crescimento real? Ou que o sistema divino em Dragon Ball é fundamentalmente disfuncional? A série nunca explora completamente essas questões, mas elas ficam pairando como nuvens sobre todo o arco do Torneio de Poder.
Particularmente, acho fascinante como esse evento do esconde-esconde serve como um microcosmo dos problemas maiores do multiverso dragonballiano. A falta de comunicação entre os deuses, a ausência de supervisão adequada, e a tendência de tratar existências inteiras como peões em jogos divinos - tudo isso está presente neste incidente aparentemente menor.
E aqui está uma pergunta que sempre me fez coçar a cabeça: onde estava Zeno durante todo esse caos? Sabemos que existem múltiplos Zenos, mas a série nunca explica claramente como exatamente a dinâmica entre eles funciona. Um aprovou o jogo enquanto o outro discordava? Eles alternam em decisões? A falta de answers sobre a natureza fundamental dos seres mais poderosos do universo é tanto frustrante quanto deliberada, suspeito.
O que torna esta história particularmente rica é como ela humaniza Beerus de maneira inesperada. Pela primeira vez, vemos ele genuinamente assustado e arrependido - emoções que raramente associamos ao Deus da Destruição. Ele, que normalmente trata a destruição de planetas como um inconveniente menor, suddenly compreende o verdadeiro peso da responsabilidade cósmica.
Com informações do: IGN Brasil